18 de mai. de 2012

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Emudeço a cada novo som que sai de seus lábios
Prestando atenção nos seus sem-sentidos
Guardo em mim o entardecer lilás
Aquele seu abrir de olhos pela manhã
O som foi desligado
Mas o zumbido em meu ouvido permanece
Talvez seja inútil contar
Estas histórias que continuarão sem começo ou fim
É mais fácil ser
Do que perceber o que poderia ter sido
Memórias perdidas
Confuso você se procura

Uma sede de mundo velho
O anel que você me deu nos tempos em que a gente trepava ouvindo “no feelings for anybody else”  hoje deixa minha pele verde
Verde podre como meu dedo pra te escolher
Mas enfim, hoje eu mudo de “você”.

Lábios inchados, horas de euforia
“Sex and violence
Porque um tapinha não dói”
Ajo por impulso nestes dias preguiçosos
 (E nos atarefados também)
Deixe que o sol brilhe em sua íris
E por falar em íris, tem um cara em meu curso que tem a mesma cor de olhos que os seus
Eu fico encarando aqueles olhos e ele feio, deve me achar louca
E eu penso “foda-se” e continuo a encará-los, porque não é sempre que se encontra um “pedaço seu” por ai.
Carros passam e iluminam meu copo de cerveja, este contém todas as conversas em volta da mesa, bebo e o gosto é da vida antes da sexta-feira
Saiu de cena sem dizer palavra como sempre faz
O raciocínio improvável, seus desvios de conduta, aquele sotaque engraçado... tudo me atraía pra mais perto 
Quando rio é me lembrando do modo como você me devolve o sorriso
Quando caminho, é imaginando você me acompanhando
Você, homem, sempre você.
“Antes tinha ‘você’ mulheres também, o que mudou?”
Encerrei minha carreira bi há mais de um ano, não sabe?
“Sabia não.”
Pois então, sabes agora.
Prosseguindo
Passei pela feira esses dias e um homem interagiu: “Olha a banana moça! De qual você prefere? maçã, prata, nanica... “
Prefiro as encapadas com látex.
“Hein?”
Vou levar meia dúzia da prata.
Despi uma, fui comendo e me indagando sobre meu ser eu-macaco. Cheguei à conclusão de que a comunicação é mesmo coisa fora de sério. (Mesmo se você for um bicho energúmeno.) Por isso me mande uma carta, coloque dentro de uma garrafa, deixe aqui na porta de casa.
Quando foi a última vez que te vi?
Você está tão mais interiormente crescido.
Mas veja bem, você está mesmo tão entorpecido a ponto de
Estar enganado a respeito de si mesmo?
Não reconhecer-se ridículo e previsível?
Quando você achava que nada mais desabaria
Nem por hoje, nem por agora
Não se formam idéias de amor a partir do objeto e sim se transferem idéias de amor para o objeto
 Mas esquece, talvez seja só minha visão pessimista das coisas...

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