10 de out. de 2012

Você pensa que suicídio é para os fracos
Mas pensa em morrer de 5 em 5 minutos
Você não sabe nem por quê
Sabe que quer estar enterrado de alguma forma
Você já não está?
Às vezes eu penso que estou
Deito na cama e minhas raízes parecem me estrangular
Será o peso na consciência demais para o travesseiro
Ou serão meus pés que me traem
Caminhando para a total falta de zelo (comigo)?
Acho graça desta moda de “desapego”
Ainda levo na bolsa os confetes de carnavais passados
Interajo com seus hábitos boçais
E dou azo aos meus, querendo disfarçar este amor banal

4 de out. de 2012

Viagens astrais

Pergunto-me se quem vê de fora vê
Toda esta calmaria transformada em caos
Meu luto de você
Em pensar que passava horas a delirar, imaginando o próximo encontro
 Chamando seu nome
Mesmo enquanto dormia
Engraçado lembrar quantas vezes me expressei de forma amorosa, sem me importar se era recíproco
Hoje troco os passos bêbados
Ligo o rádio
E não há sintonia que me leve até você