6 de nov. de 2012

Dou a cara à tapa
Mas não pra mais uma de suas ofensas
Dou-me à vida
Como quem pisa no escuro e não se importa com a poeira sob seus pés
Seja ela gelada ou brasa acesa
Se eu transparecesse  poderia catar meus cacos e fazer um vitral
Mas apenas colo-os e continuo este vaso de barro
Que só crianças curiosas com os olhos vêm me perguntar o que tenho por dentro
Respondo como aquelas conchas que ampliam o barulho do ambiente
Ao invés de som de ondas... suspiros, piscar de olhos e o pulsar  ansioso do sangue

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